Carrapato

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Os carrapatos são vermelhos, Rhipicephalus sanguíneos, pertencentes à família Ixodidae, é bastante comum em nosso meio, que preferencialmente parasita do cão doméstico, podendo, no entanto, infestar também outros animais, como gatos e coelhos, e em outros países pode atacar búfalos, camelos, bovinos, cavalos, ovelhas e até morcegos.

É considerada a espécie mais difundida em todo mundo. Este carrapato apresenta grande importância médica-veterinária, pois além de causar grande desconforto, perda de sangue e conseqüente anemia, pode também transmitir infecções causadas por protozoários como Babesia canis e outros microorganismos. Pode também causar paralisia em cães.

Soma-se aos problemas sanitários o incômodo que causa ao se desprender dos cães, espalhando ovos e larvas pelo ambiente, nas paredes, churrasqueiras, móveis e canis, onde são facilmente encontrados.

As fêmeas adultas podem atingir até 11 mm de comprimento, possuem coloração marrom-avermelhada e os machos medem cerca de 3,5 mm e são mais escuros. É uma espécie que parasita três hospedeiros diferentes. A larva tem seis pata e após o período curto de ecdise, perde a pele e se transforma em uma ninfa como oito patas, que busca outros hospedeiros, e após fixar-se, alimenta-se por uma semana deixando-se cair novamente no chão. Caso não encontre hospedeiros, as larvas podem sobreviver até 568 dias sem se alimentar, sendo, portanto, muito resistentes. As ninfas também suportam longos períodos sem alimento, podendo sobreviver até 180 dias.

Dependendo da umidade e temperatura, as ninfas se transformam em adultos entre duas e três semanas. Os adultos iniciam a cópula quatro dias após e sua fixação nos hospedeiros e as fêmeas se tornam ingurgitadas entre 6 e 50 dias, quando então podem abandonar os cães e começam a postura, que pode durar até 29 dias, depositando-se 4.000 a 5.000 ovos cada uma. A postura é feita em frestas, debaixo de pedras, folhas secas, ou até na cobertura dos canis, já que as fêmeas podem escalar até 4 metros de altura. Em 4 dias começa a eclosão dos ovos, que, em grupo de milhares, recomeçam o processo, irritando cães e seus donos. Os adultos são a fase mais resistente e podem sobreviver até 580 dias sem hospedeiro.