Morcegos

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No mundo existem aproximadamente 950 espécies de morcegos, e para surpresa de muitos, sua pelagem pode ser não apenas de cinza à preta, mas também branca, castanha, amarelada e até mesmo avermelhada. Eles são os únicos mamíferos com capacidade de vôo, e vivem em grandes, médias, pequenas colônias, ou ás vezes até solitários.

Apesar de todos os morcegos enxergarem, os pequenos possuem um mecanismos conhecido como “sonar dos morcegos”, que seria uma orientação através de ecos, assim como os golfinhos e as baleias. Eles emitem ondas sonoras ultra-sônicas (pelas narinas ou boca; dependendo das espécie). Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam em forma de ecos (ecolocalização), que são captados pelos ouvidos do morcego.

A capacidade de vôo talvez seja o motivo que tenha permitido aos morcegos explorarem diversos tipos de alimentos, como insetos, frutos, néctar, pólen, artrópodes, peixes, rãs, lagartos, pequenos pássaros, morcegos e sangue. Os insetívoros somam 70% desses mamíferos voadores. Para os fitófagos a reprodução está diretamente ligada à floração ou frutificação, ocorrendo portanto, em épocas diferentes do ano. Os hematófagos, por sua vez, não tem período definido, já que seu alimento (sangue) está disponível na natureza durante o ano todo. A gestação pode variar de dois à sete meses, dependendo da espécie e, geralmente nasce um filhote. Das quase 1.000 espécie apenas 3 são hematófagas, ou seja, sugadoras de sangue. Em média os morcegos vivem 15 anos e a partir de dois anos têm início a vida reprodutiva.

Animais de criação, e o gado em especial, na zona rural brasileira sofrem séria ameaça, em função dos ataques de morcegos vampiros. Já foram registrados também casos de ataques a seres humanos, alguns até feitos repetidas vezes sem que a vítima se desse conta, pois teve seu sangue sugado durante o sono.

Segundo Manual de Manejo e Controle de Morcegos em Áreas Urbanas e Rurais, Ministério da Saúde (1998) a raiva, doença que é viral, aguda e letal, pode ser transmitida não só pela mordedura, mas por arranhadura ou lambedura de qualquer espécie de morcego. A Histoplasmose por sua vez, se dá por inalação de esporos de fungos encontradas nas fezes acumuladas nos abrigos diurnos dos morcegos.

Devido as fezes acumuladas poderem provocar doenças respiratórias, devem ser colhidas com um aspirador de pó ou bem umedecidas com água para não ocorrer suspensão de partículas.

Dúvidas mais comuns em relação os morcegos:

Há morcegos em meu telhado. O que fazer ?

No Município do Rio de Janeiro, ocorrem cerca de 43 espécies de morcegos, das quais, pelo menos, sete são freqüentemente observadas refugiando-se em telhados. Trata-se de um fato corriqueiro no meio urbano, onde a grande quantidade de insetos permite a manutenção de grandes densidades populacionais destes mamíferos.

Porque os morcegos escolheram exatamente o meu telhado?

Antes das cidades, estes morcegos só empregavam como abrigo cavernas ou ocos de árvores, locais escolhidos pela temperatura e umidade constantes durante o ano todo. Com a construção de casas e conseqüente urbanização, os telhados com forros apresentaram-se como excelente opção para refúgio. Nestes locais, a temperatura é extremamente elevada, atingindo 55 graus centígrados ou mais e ainda há ausência de vento e facilidade de acesso.

Esses morcegos apresentam algum perigo?

As espécies que se refugiam em telhados são espécies insetívoras, isto é, alimentam de insetos enquanto voam sobre clareiras, rios, lagos ou áreas florestadas. São, portanto, espécies inofensivas e extremamente relevantes pelo controle de insetos que realizam. Um morcego de apenas quatro gramas pode ingerir 200 insetos em uma única noite.

O que fazer quando eles entram em casa?

Alguns podem entrar na sua casa e Ter dificuldade de localizar a saída. Estes, geralmente, não conseguem levantar vôo do chão, necessitando de apoio para subir e então, decolar. Se não perseguidos, logo encontrarão a saída, devendo ser deixada aberta uma janela ou porta.

Que pó é esse que cai em casa?

Estas espécies de morcegos abandonam o refúgio pouco antes, durante ou logo após o crepúsculo para obter os insetos que se alimentam. Com apenas 70 a 90 minutos eles capturam grande quantidade de insetos, que são fragmentados com os dentes ainda durante o vôo e as partes comestíveis estocadas nas bochechas. Aos retornarem ao refúgio é que ingerem o alimento. Os morcegos sairão novamente, se necessário, logo antes do amanhecer para capturar mais insetos. Grande quantidade de fezes é acumulada no seu refúgio, e podem cair no interior da residência pelas frestas do forro.

Quantos morcegos podem estar no meu telhado?

Morcegos são, em sua maioria cooperativos, isto é, formam haréns ou colônias, por vezes muito numerosas. No entanto, as espécies que habitam telhados não formam largas colônias.

Podem transmitir alguma doença?

Não apresentando hábito alimentar hematófogo, isto é, ingestão de sangue, pouco probabilidade de transmissão de doenças é apresentada com a proximidades destes animais. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados. Jamais segure um morcego em luvas, pois poderá ser mordido. Tampe a caixa d’água, principalmente se localizadas no telhado. Ao mexer no forro utilize máscaras protetoras para o nariz e boca.

Meu gato pegou um morcego. Preciso vaciná-lo novamente?

Cães e gatos precisam receber, anualmente, vacinação anti-rábica preventiva. Se já estiver vacinado, não é necessário revaciná-lo caso entre em contato caso entre em contato com algum animal silvestre.